domingo, 29 de agosto de 2010

Egoísmo

Acredito com todas as minhas forças que em certas ocasiões, ser egoísta é uma excelente saída. Na maioria das vezes eu usufruo bastante do meu egoísto e geralmente consigo o que eu quero em função disso. Mas há coisas que ser egoísta é pedir para ter problemas. No momento em que tu trabalha em equipe, que tu mora com alguma pessoa, melhor dizendo, no momento em que tu te relaciona com outras pessoas ser egoísta não é a melhor saída. É preciso pensar em conjunto, resolver os conflitos com todos. Me revolta quando nessas situações quando a pessoa só pensa em si. É bom ser egoísta sim, mas EXISTE um limite pra isso! Ninguém consegue viver pensando em si sempre, resolvendo sempre sozinho as coisas e nunca compartilhar nada com ninguém. Vai chegar um ponto em que tu vai ficar louca! Tu passa a viver numa bolha onde a opinião dos outros não são levadas em conta e tu vai achar que só querem estragar tua vida. Mas NÃO É assim. Não entra na minha cabeça não conseguirem ver as coisas dessa forma. Pra tudo há um limite, um equilíbrio. Se eu for egoísta demais, eu vou ter sérios problemas. Assim como se eu fosse social demais, eu seria totalmente efusiva, teria intimidade demais sem ter intimidade, as pessoas teriam medo de mim. Se eu fosse emburrada demais, eu não teria amigos. Se eu fosse risonha demais, as pessoas se irritariam com isso. Eu digo por mim, odeio pessoas que ficam rindo o tempo todo. Dá um tempo!
Normalmente quem é egoísta sempre pensa que tu é que tá sendo egoísta. Talvez esteja sendo também, mas tem que haver um consenso e sem um diálogo isso NÃO vai existir. Ficar disputando quem é a mais egoísta não dá certo, alguém tem que ceder (desde que não seja eu.. hehe). Me vejo em uma situação onde simplesmente a porta da saída tá emperrada, queimada, completamente impossível de abrir. Onde o consenso não existe, onde o diálogo não existe, onde a opinião do ser com "mais poder" prevalece. Não suporto isso. Me sinto injustiçada, onde a minha opinião e nada é a mesma coisa. Se eu abrisse a minha boca, é como se uma bomba acabasse de explodir. Eu to num beco sem saída, literalmente, e eu não fui acostumada a não saber o que fazer e a não ter o controle das coisas. Mesmo que seja um controle totalmente imaginário. No momento em que as pessoas passam a ser egoístas comigo, eu me torno egoísta com elas. Porque ela me deu total liberdade de fazer isso. Eu não sou obrigada a aceitar tudo o que a vida me propõe, tudo o que me falam, tudo o que eu vejo. Seria patético e eu seria um tanto quanto manipulável. Mas eu não sou assim. Eu gosto de dá a minha opinião, eu gosto de discutir e momentos como este seria digno de uma discussão. Por mais que a minha vontade seja sair gritando com todo mundo, dizendo poucas e boas, não posso. Mas não porque não quero, porque pioraria a situação. Talvez, indiretamente, dê pra "mudar" as coisas, e eu não digo que mudaria pra melhor. Assim como eu estou sendo obrigada a engolir tudo isso, vão ter que me engolir também. Um tanto quanto egoísta isso, eu sei, mas não fui eu que comecei.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vazio


O vazio toma conta de mim, esperando o momento certo para ser preenchido. Nunca foi. Não sei se algum dia será. Momentos passam diante de meus olhos e eu simplesmente os deixo ir. Não consigo fazer nada, não consigo pensar em nada. Me atormenta diariamente essa sensação de solidão dentro de mim. Conforto ela com pequenas sensações de contentamento durante vários dias. Mas ela sempre volta. Me pega desprevenida. Quero me livrar disso, quero me sentir completa, quero sentir que alguém se importa com as coisas que digo, quero sentir que sou importante para alguém. Sei de várias situações que poderiam ser a oportunidade de me livrar desse vazio. Não consegui. Medo, talvez. Me acostumei a fingir sorrisos e abraços para as pessoas não notarem que por trás de cada sorriso fingido, existe uma sensação de solidão, que cada vez se agrava mais em meu pensamento, em minha vida, em minha história...
O vazio me tomou por completo. Ele me domina de forma que passo noites esperando o sono me levar para um mundo encantado. Até no meu mundo particular, o vazio me encontra. Eu fujo, mas ele sempre me alcança, fazendo de mim, uma pessoa sozinha. Os dias, os meses e os anos passam. Sinto como se não aproveitasse nada da minha vida, como se eu estivesse vivendo em vão, em busca de qualquer coisa que sirva como distração para a minha mente que voa, voa e voa... Cada vez me desligo mais do mundo, como se tudo em minha volta não fosse o suficiente para suprir necessidades pessoais. Meu maior sonho, é sair por aí, deixando todo mundo pra trás e viver minha vida em particular. Conhecer o mundo, conhecer pessoas novas, mudar de cenário. Me aventurar. Morrer de amor. Poder dizer, do fundo do meu coração: "Eu to viva! E eu aproveito cada segundo!".
Gostaria de viver num mundo mágico. Onde coisas acontecem. Onde eu faço acontecer. Onde eu tenho o poder em minhas mãos. Não é possível. Não sei por que.. É tão simples de fazer acontecer. Quero mudar a minha história, quero mudar de amigos, quero mudar de identidade. Não consigo me satisfazer com a mesmice. Não consigo acreditar que por tanto tempo eu vivi dessa forma. Por que? É mais cômodo continuar fazendo as mesmas coisas fingindo a felicidade, a mudar e viver a vida de forma intensa, de uma forma que ela valha a pena. Comodidade é a palavra certa pra solidão. Embora eu saiba a solução, por que não consigo por em prática? Difícil responder. Talvez a resposta seja a de sempre: comodidade.
Preciso superar meus medos, dar a cara a tapa, mudar comigo mesma. Superar meus conflitos interiores, deixá-los ir embora e deixar a paz dominar meu corpo cansado.
Minha mente exausta vaga por pequenos detalhes que deixei passar. Um simples gesto acabou com qualquer coisa linda que estava por vir. Uma simples palavra afugentou o meu suposto preenchimento. Meus olhos cansados procuram qualquer indício de felicidade. Minhas esperanças arrasadas por qualquer tipo de sentimento. Mudar. É a única coisa que consigo pensar agora. É a única coisa que faz reaviver aquela esperança quase morta.
Fico perplexa em pensar que deixei tudo voar. Deixei minhas necessidades livres demais, mas principalmente, deixei meu medo agir por mim. Minha solidão continua a me dominar. Agindo por mim. Não pode ser assim, não deve ser assim.
O mundo gira devagar, mas as pessoas passam por mim e não deixam marcas. Me sinto perdida no meio de uma multidão louca, onde ninguém pode me enxergar. Onde eu sou um fantasma.
Vazio... Me livro de ti. Não te quero mais pra mim. Vai embora! Não suporto mais ter que acordar e não ter disposição pra nada. Não suporto mais as mesmas coisas, os mesmos assuntos, uma multidão de caras desconhecidas onde me sinto num completo... Vazio.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Eis a questão

Fazer ou não fazer, comer ou não comer, brigar ou não brigar? Eis a questão. Dúvidas consomem a minha mente adormecida. Me faz pensar em tudo, em todos, em possibilidades, hipóteses... Coisas vão surgindo na minha cabeça em questão de segundos e não há quem tire isso de dentro de mim. Continuo com a ingênua esperança de, um dia, poder entender tudo. Onde não há mais questões a serem resolvidas. Onde o mundo fosse perfeito.

Eis a(s) questão(ões): Quem procura sempre acha? Quem trai uma vez, trai sempre? Mal caráter será sempre um mal caráter? O mundo vai acabar em 2012? Perguntas e mais perguntas, nenhuma com uma resposta concreta. Por que existem pessoas más no mundo? Eis mais questões! E cada vez vão surgindo mais e mais e mais... E elas nunca são respondidas. Continuo sem entender porque. Tudo tem resposta, por mais medíocre e óbvia que seja.

Tenho grande capacidade de entende porque a vida põe milhares de obstáculos no nosso caminho, nos obrigando a aprender e de alguma forma amadurecer. Não entendo apenas porque existem pessoas que não conseguem superar tais coisas, que trancam nos obstáculos de forma absurda. Todo mundo tem capacidade de se superar, todo mundo deveria se dar a chance de vencer, de crescer. Por que? Por que? São tantas perguntas sem resposta, tantas dúvidas que martelam dentro de mim como se a qualquer momento fossem explodir como um vulcão.

As pessoas se deixam machucar pelas outras. Por que? Não existe uma resposta sensata quando se pergunta qualquer coisa relacionada ao pessoal. Elas simplesmente deixam. Só isso. A submissão não seria tão presente se não tivessem medo do que há por vir. Dêem a cara a tapa! Ninguém pode viver com medo do mundo, com medo de tudo. Que vida é essa? Eis a questão.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Por onde andei...

Por onde andei todo esse tempo em que não encontrei ninguém que fizesse minha vida ficar de pernas pro ar? Por onde andei quando perdi o sorriso de meus amigos? Por onde andei quando espantei aquela pessoa que poderia virar especial? Por onde andei quando me perguntavam o que eu tinha? Por onde andei quando tudo parecia desabar e eu não fiz nada para arrumar? Como diria Nando Reis: "Por onde andei enquanto você me procurava?".

Quantas vezes deixamos passar pessoas, momentos, histórias por medo? Ou por falta de vontade? Ou até mesmo por estarmos fora da realidade naquele instante? Foram tantas as vezes em que isso aconteceu. Foram tantas as vezes em que deixei de viver momentos intensos. Foram tantas as vezes em que deixei de viver uma linda história de amor.

Pequenas atitudes, pequenos gestos, algumas palavras. O suficiente para construir qualquer coisa. O suficiente para destruir qualquer coisa. É preciso aprender a controlar nossas emoções, a controlar nossas palavras, nossa incontrolável vontade de sumir do mundo. Tudo o que vai volta... E volta em dobro. Faça o bem para poder recebê-lo, não espere um sorriso para ser gentil.

Quero poder voltar no tempo pra poder consertar coisas que deixei de viver. Construir uma máquina do tempo pra poder rever e rever meus erros e NÃO continuar a cometê-los. Quero voar mais alto, sem medo da queda. Quero entender o mundo e ainda sim, continuar sem compreendê-lo. Por onde andei quando tudo parecia fazer sentido? Por onde andei quando mais precisaram de mim e eu simplesmente não estava lá? Por onde andei esse tempo todo? Longe de mim...

"Desculpe, estou um pouco atrasado
  Mas espero que ainda dê tempo
  De dizer que eu andei errado
  E eu entendo..."

domingo, 1 de agosto de 2010

Dependência

Quem não odeia ter que depender das pessoas pra fazer tudo? Eu, particularmente, tenho ódio mortal em não poder fazer tudo o que eu quero, na hora que eu bem entender.
Não gosto de ter que ficar pedindo dinheiro pros meus pais pra sair ou pra qualquer coisa. Não gosto de depender de carona pra ir pros lugares. Não gosto de depender de irmão pra sair em festas. ODEIO mais do que tudo ser dependente das pessoas. Me sinto sufocada.

Quem é que nunca sentiu vontade de sair por aí sem dar justificativa? Quem nunca sentiu vontade de viver perigosamente, beber até entrar em coma, usar todas as drogas possíveis? Sério, dependência é uma merda. Nenhuma dependência é boa! Não é bom ser dependente químico, não é bom depender dos pais... Não é bom! Por que isso existe então? Me revolta profundamente saber que eu ainda tenho ainda um ano inteiro pra ter minha independência imaginária. Sabe-se lá porque só com 18 anos tu te torna "independente". Eu ainda vou depender dos meus pais, de carona e de dinheiro. Mas me conforta muito saber que, teoricamente, ano que vem eu vou ter a minha tão sonhada "independência".